domingo, 6 de maio de 2018

CPI: é grande o número de faculdades irregulares em Goiás


Deputados investigam denúncias de estelionato e venda de diplomas falsos
A Comissão Parlamentar de In­quérito da Assembleia Legislati­va de Goiás que investiga facul­dades particulares no Estado está em sua fase de oitivas, mas, se­gundo o relator do colegiado, de­putado Simeyzon Silveira (PSD), é impressionante a quantidade de instituições atuando de forma irregular. “Estamos de certa for­ma impressionados com a quan­tidade de entidades que atuam entre as faculdades e o consumi­dor, formando institutos e escolas que não têm regulamentação para oferecer os cursos, mas que fazem captação de alunos e, posterior­mente, parcerias com as faculda­des para chancelar os diplomas”, disse o relator, explicando uma das formas de fraude utilizadas.
“Muitas vezes, essas institui­ções não conseguem a chance­la e acabam lesando os alunos. É enorme o número de alunos que estão hoje dentro desses institutos ou escolas, achando que estão fa­zendo um curso superior quando não estão. Um dos casos que es­tão sendo apurados, a escola está com todo seu material com a logo­marca de uma faculdade daqui de Goiânia, mas a própria faculdade negou qualquer participação ou vínculo com a instituição”, rela­tou em entrevista recente ao Jor­nal Opção Online.
A CPI foi criada após requeri­mento do deputado Talles Barre­to (PSDB) que, no ano passado, começou a receber denúncias do Conselho Estadual de Educação (CEE) e do Sindicato das Entida­des Mantenedoras de Estabeleci­mentos de Educação Superior do Estado de Goiás (Semesg) sobre expedição de diplomas universi­tários de cursos irregulares.
Fonte: Diário da Manhã

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